Rússia usou Brasil para criar identidade de espiões

Rússia usou Brasil para criar identidade de espiões

Agentes russos viveram anos aqui com documentos legítimos para operar no exterior.

Uma investigação do New York Times revelou que a inteligência russa usou o Brasil como base para forjar identidades e treinar espiões que depois eram enviados a missões clandestinas nos EUA, Europa e Oriente Médio.

Com CPFs reais, CNPJs abertos e sotaque treinado, os agentes passavam anos levando uma vida comum no país antes de sumirem do mapa.

A história veio à tona após um alerta da CIA, em 2022, sobre um agente russo tentando se infiltrar no Tribunal Penal Internacional. O caso levou à descoberta de Artem Shmyrev, que se passava por Gerhard Daniel Campos Wittich, um empresário carioca com contratos até com as Forças Armadas.

Shmyrev desapareceu logo que a PF começou a investigar. Disse que ia à Malásia e nunca mais voltou.

A partir daí, teve início a Operação Leste, que já identificou ao menos 9 espiões russos com identidade brasileira. Dois foram presos; os outros sumiram.

O caso gerou mal-estar diplomático. Investigadores apontam a ação como uma quebra de confiança entre Brasil e Rússia, que mantêm relações historicamente amistosas.

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