Militarismo volta ao centro da pauta global com gastos recordes desde a 2ª Guerra

Militarismo volta ao centro da pauta global com gastos recordes desde a 2ª Guerra

Enquanto diversos setores da economia global enfrentam desaceleração, a indústria de defesa segue em marcha acelerada. Em 2025, as despesas militares em todo o mundo cresceram 2,5%, atingindo a cifra astronômica de US$ 2,6 trilhões. Este é o maior nível de investimento bélico registrado desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para dimensão do montante, o gasto global com armas supera o PIB do Brasil em quase US$ 200 bilhões e já representa 2% de toda a riqueza produzida no planeta.


Uma corrida armamentista em duas velocidades

Embora o movimento seja global, a dinâmica de investimentos apresenta contrastes marcantes entre as grandes potências e blocos econômicos:

  • EUA na liderança (com cautela fiscal): Os Estados Unidos seguem como o maior investidor bélico do mundo, abocanhando 36% do gasto total. No entanto, o país registrou um recuo de 7% em seus investimentos no último ano, reflexo de ajustes orçamentários e de uma pausa fiscal estratégica.
  • Europa acelera o passo: Sob a pressão da guerra na Ucrânia e das exigências de Donald Trump para que aliados destinem 5% do PIB à defesa até 2035, a Europa aumentou sua participação nos gastos globais de 17% (em 2022) para mais de 21% em 2025.
  • Brasil no Ranking: O país ocupa a 20ª posição global, tendo caído três postos em comparação ao levantamento de 2024.

O cenário para 2026: Orçamentos bilionários e novos escudos

O clima de instabilidade geopolítica e a menor disposição das nações em depender de terceiros para sua segurança indicam que os números devem subir ainda mais em 2026.

  1. Orçamento Americano: O governo dos EUA já aprovou um orçamento de US$ 1 trilhão para o setor de defesa.
  2. Focos de Tensão: O novo aporte financeiro visa conter as crescentes tensões com o Irã.
  3. Tecnologia: Grande parte dos recursos será destinada ao desenvolvimento de novos sistemas de “escudos antimísseis”, uma das prioridades da administração Trump para o próximo ciclo.

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