Trump diz que não vai matar líder do Irã, por enquanto
Presidente americano afirma que prioridade é forçar rendição de Teerã; guerra Israel-Irã já deixou mais de 250 mortos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que não pretende ordenar o assassinato do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei — “pelo menos, não por enquanto”. Segundo Trump, Khamenei “é um alvo fácil” e que os EUA “sabem exatamente onde ele está escondido”, mas a atual prioridade é obter uma rendição incondicional do regime iraniano.
A declaração ocorre em meio à escalada da guerra entre Israel e Irã, que já deixou mais de 250 mortos desde o início da ofensiva israelense contra instalações nucleares iranianas, na última quinta-feira.
Fontes em Washington afirmam que Trump está cada vez mais inclinado a autorizar ataques diretos contra as usinas nucleares do Irã, mas ainda mantém aberta a possibilidade de uma solução diplomática — desde que Teerã aceite os termos impostos por Washington.
Do lado iraniano, Khamenei enfrenta isolamento crescente. Desde o início do conflito, o líder perdeu seus principais conselheiros militares, entre eles o chefe da Guarda Revolucionária e o comandante do programa de mísseis.
Posição do Brasil
Direto do Canadá, onde participa da cúpula ampliada do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a situação e evitou tomar partido. “Qualquer conflito me preocupa. Num momento em que o mundo precisa de recursos para combater a fome e investir na transição energética, ver dinheiro sendo gasto com guerra me incomoda profundamente”, disse.
Enquanto o G7 classificou o Irã como “fonte de instabilidade e terror”, o Brasil segue adotando um tom mais neutro e evita confrontar Teerã diretamente.



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