Zambelli foge para a Itália e PGR pede prisão: tensão política desafia instituições e afeta percepção econômica
O pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prisão preventiva da deputada Carla Zambelli (PL-SP), após sua fuga para a Itália, eleva a temperatura no cenário político-institucional do Brasil. Mais do que um fato jurídico, o episódio repercute também sobre a estabilidade democrática e a imagem internacional do país — fatores que influenciam direta e indiretamente a economia.
Com a condenação recente no Supremo Tribunal Federal (STF) e a acusação de falsificação de documentos junto ao hacker Walter Delgatti Neto, Zambelli deixa o país alegando “perseguição” e motivos de saúde. A PGR, no entanto, vê a fuga como tentativa de obstrução da Justiça e já cogita acionar a Interpol.
Do ponto de vista econômico, o caso é relevante por pelo menos três razões:
- Percepção de risco institucional
Episódios como este podem afetar a confiança internacional no ambiente institucional brasileiro. Embora o impacto direto sobre indicadores como dólar ou bolsa seja limitado no curto prazo, a repetição de conflitos entre poderes e casos de evasão judicial reforça a sensação de fragilidade no enforcement das leis, o que pode elevar o prêmio de risco exigido por investidores. - Risco de paralisia política
A tensão entre bolsonaristas e o STF tende a se intensificar, alimentando discursos extremistas e retirando foco do Congresso em pautas estruturais — como a regulamentação da reforma tributária e a possível reforma administrativa. A radicalização do debate político costuma atrasar consensos necessários para melhorar o ambiente de negócios. - Sinal para o futuro
A resposta institucional ao caso Zambelli será acompanhada de perto. Se o Brasil conseguir aplicar a lei com apoio internacional (Interpol), isso reforça a imagem de um país onde o Estado de Direito é respeitado, mesmo entre autoridades com foro privilegiado. Se, ao contrário, o caso for tratado com leniência ou usado como bandeira política de perseguição, o país corre o risco de ver sua institucionalidade questionada novamente.
Em resumo: a fuga de Zambelli é mais que um episódio político. É um teste de estresse para as instituições — e, como todo teste de estresse, afeta expectativas, confiança e ambiente econômico.



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