China ergue megabarragem no Tibete e reacende tensão ambiental e geopolítica

China ergue megabarragem no Tibete e reacende tensão ambiental e geopolítica

A China revelou planos ambiciosos para erguer a maior barragem hidrelétrica do planeta, às margens do rio Yarlung Zangbo, no Tibete. O projeto, avaliado em US$ 167 bilhões, promete ultrapassar em larga escala a capacidade da atual recordista mundial, a Barragem das Três Gargantas.

Com potência estimada superior à geração elétrica de países inteiros, como a Polônia, a obra não é apenas uma aposta energética. Ela também faz parte da estratégia de Pequim para impulsionar a economia, combalida pela crise do setor imobiliário. A expectativa é que a construção adicione cerca de 0,1 ponto percentual ao PIB chinês anualmente nos próximos dez anos, alavancando principalmente os setores de aço e cimento.

Mas a escala colossal do empreendimento acende alertas. Ambientalistas denunciam os riscos de colapso ecológico na região do planalto tibetano e o deslocamento forçado de comunidades locais. Além disso, países vizinhos como Índia e Bangladesh demonstram preocupação com o impacto no rio Brahmaputra, que nasce no Tibete e sustenta milhões de pessoas ao longo de seu curso.

Mesmo diante das controvérsias, o projeto consolida a posição da China como potência dominante na corrida global por energia limpa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os chineses devem ser responsáveis por quase 60% da nova capacidade mundial de geração renovável até o fim da década.

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