Mercado imobiliário ignora Selic de 15% e encerra 2025 com recorde histórico

Mercado imobiliário ignora Selic de 15% e encerra 2025 com recorde histórico

Mesmo diante do cenário macroeconômico mais desafiador das últimas duas décadas, com a taxa Selic estacionada em 15% ao ano, o mercado imobiliário brasileiro provou sua resiliência. O setor não apenas sobreviveu aos juros altos, como fechou 2025 no azul, atingindo patamares operacionais históricos que surpreenderam analistas e investidores.

Os números consolidados revelam o vigor da construção civil: foram 453 mil unidades lançadas (alta de 10,6%) e 426 mil imóveis vendidos (crescimento de 5,4%). Em termos financeiros, o setor movimentou cifras astronômicas, alcançando R$ 292 bilhões em Valor Geral de Lançamento (VGL) e R$ 264 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).


O motor do crescimento: Minha Casa, Minha Vida

O grande protagonista desse desempenho fenomenal tem nome e sobrenome: o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O projeto habitacional do governo federal consolidou-se como a viga mestra de sustentação do mercado, especialmente no último trimestre de 2025, quando respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas totais.

  • Volume: No acumulado do ano, o MCMV lançou 224 mil unidades e vendeu quase 197 mil.
  • Performance: O crescimento do programa superou a média do mercado de médio e alto padrão, que sentiu mais diretamente o impacto do crédito imobiliário encarecido pela Selic.

Valorização acima da inflação

Um dos dados mais impressionantes do balanço de 2025 é o descolamento dos preços dos imóveis em relação aos índices oficiais de inflação. Enquanto o IPCA fechou o ano em 4,2%, o valor dos imóveis saltou 18,6% no mesmo período.

Essa valorização real demonstra que, além da necessidade habitacional, o imóvel físico recuperou seu status de “porto seguro” para o capital, servindo como uma proteção robusta contra a volatilidade financeira.


Perspectivas para 2026: Juros no horizonte

Se 2025 foi o ano da resistência, 2026 projeta-se como o ano da expansão acelerada. A expectativa do mercado é de que o Banco Central inicie o ciclo de corte de juros já a partir de março, o que deve baratear o crédito imobiliário e atrair uma nova leva de compradores que estavam à espera de condições mais favoráveis.

Com o MCMV operando a pleno vapor e o crédito privado tendendo a ficar mais acessível, o setor imobiliário entra em 2026 como um dos principais candidatos a puxar o crescimento do PIB brasileiro.


Como os economistas preveem o início do corte de juros para março, investidores e produtores de Goiás devem ficar atentos ao Sidago, que passará por uma atualização de segurança obrigatória neste domingo (15/02). Antecipe suas operações no sistema para garantir que a transição para o novo cenário econômico não seja prejudicada por instabilidades técnicas.

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