Trump e Zelensky: o jogo das promessas e o ultimato por um acordo de paz

Trump e Zelensky: o jogo das promessas e o ultimato por um acordo de paz

Após um encontro com Vladimir Putin no Alasca que levantou mais dúvidas do que certezas, Donald Trump agora coloca a Ucrânia no centro do palco. O presidente americano recebeu Volodymyr Zelenskyy e mais sete líderes europeus na Casa Branca, em um encontro de alto risco para o futuro da guerra que já dura quase quatro anos.

A cena, por si só, já era um indicativo do novo momento. Diferente de sua última visita a Washington, quando se vestiu de militar e confrontou Trump, Zelenskyy chegou de terno e foi recebido com um caloroso aperto de mão. O clima no Salão Oval, embora mais ameno, revelou uma negociação de alta voltagem.

Trump acenou com a promessa de “garantias concretas de segurança” para a Ucrânia, um sinal de que os EUA podem se comprometer com a defesa de Kiev. Em troca, Zelenskyy propôs a compra de US$ 100 bilhões em armas americanas, uma injeção de capital na indústria bélica dos EUA que poderia selar o pacto.


A interrupção e o fantasma do cessar-fogo

A reunião foi interrompida para uma ligação de Trump a Putin, onde foi discutida a possibilidade de um encontro trilateral entre os três líderes. O local ainda será definido, mas a condição para o encontro é clara: um cessar-fogo imediato por parte da Rússia.

É aqui que a diplomacia de Trump se choca com a realidade. Enquanto Zelenskyy e os líderes europeus buscam um cessar-fogo como o primeiro passo para a paz, Trump, com sua habitual pressa, parece mais focado em acabar com a guerra de “uma vez por todas”, ignorando a complexidade do terreno. O Kremlin, por sua vez, rejeita a ideia de envio de forças da OTAN para a Ucrânia e trata a possibilidade do encontro trilateral como apenas uma “ideia”, mantendo a postura de cautela e desconfiança.

O encontro na Casa Branca mostrou um Trump disposto a atuar como mediador, mas o futuro da paz na Ucrânia ainda depende de um acordo que a Rússia não parece disposta a aceitar.

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