O Brasil Responde ao Tarifaço de Trump com um Pacote de Bilhões
Em uma demonstração de pragmatismo e cautela, o governo federal lança o programa “Brasil Soberano”, uma resposta direta ao “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. A medida, que afeta um terço das exportações brasileiras para o mercado americano com uma sobretaxa de 50%, foi a faísca para um pacote de socorro bilionário, sem a esperada retaliação contra Washington.
A principal jogada do plano é uma robusta linha de crédito de R$ 30 bilhões, disponível exclusivamente para empresas que se comprometam a manter seus empregos. É um sinal claro de que a prioridade do governo é proteger o mercado de trabalho nacional, mesmo sob pressão externa.
Além da injeção de capital, o pacote inclui uma série de ações estratégicas:
- Prorrogação do drawback por um ano, isentando empresas de impostos sobre insumos importados para produtos de exportação.
- Crédito tributário para desonerar vendas externas, com alíquotas de até 3,1% para empresas maiores e 6% para as pequenas, com um impacto fiscal estimado em R$ 5 bilhões.
- Acesso facilitado a seguros de exportação, principalmente para pequenos e médios empresários.
- Compras públicas direcionadas a produtos afetados pelas sobretaxas, como medida de apoio.
- Diversificação de mercados, para reduzir a perigosa dependência dos EUA e abrir novos horizontes comerciais.
O presidente Lula defendeu a ausência de retaliações imediatas, afirmando: “Não vamos piorar nossa relação. Mas também não aceitamos ser taxados sem razão ou acusados de não respeitar direitos humanos”. A crise, segundo ele, deve ser vista como uma oportunidade para “criar coisas novas”, reforçando o compromisso com a competitividade e a negociação para reverter as medidas americanas. A medida provisória já está em vigor, mas precisa de aprovação do Congresso em até 120 dias.
A Tensão Sobe: Mais Sanções e a Ferida do Mais Médicos
Enquanto a diplomacia econômica tenta acalmar os ânimos, a tensão política entre Brasil e EUA continua a escalada. Em um movimento que surpreendeu muitos, os americanos revogaram os vistos de um secretário do Ministério da Saúde e de ex-funcionários da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
A decisão, articulada pelo secretário de Estado Marco Rubio, está ligada ao programa Mais Médicos. Rubio classificou a iniciativa como um “golpe diplomático inconcebível”, acusando o governo brasileiro de usar a OPAS como intermediária para a contratação de médicos cubanos, burlando sanções a Cuba e repassando valores devidos aos profissionais diretamente ao regime.
A notícia foi celebrada por Eduardo Bolsonaro, que a interpretou como “um recado inequívoco” de que “nem ministros nem burocratas estão imunes”. Este novo capítulo se soma a um histórico recente de atritos, que inclui o tarifaço e sanções a autoridades do STF, evidenciando uma relação diplomática em frangalhos e um cenário de incerteza crescente para o Brasil.



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