Fila do INSS apresenta queda após oito meses e fica abaixo de 3 milhões de pessoas

Fila do INSS apresenta queda após oito meses e fica abaixo de 3 milhões de pessoas

Pela primeira vez em quase um ano, o estoque de processos aguardando análise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma redução significativa. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, o volume de pedidos caiu para patamares inferiores a 3 milhões, interrompendo uma sequência de oito meses de crescimento contínuo.

A redução é vista como um reflexo das recentes medidas de modernização tecnológica e do bônus de produtividade pago aos servidores para análise de processos represados.


Os Números da Redução

A queda na fila engloba diversos tipos de benefícios, desde aposentadorias até auxílios por incapacidade temporária:

  • Estoque Atual: Abaixo da marca de 3 milhões de processos.
  • Período de Alta: O estoque vinha crescendo mensalmente desde o segundo semestre de 2025.
  • Fator Perícia Médica: Grande parte da redução foi impulsionada pelo uso do Atestmed, sistema que permite a concessão de auxílio-doença por meio da análise documental de atestados, sem a necessidade imediata de perícia presencial.

Contexto de Investigação: A CPMI do INSS

Apesar dos dados positivos de gestão, o órgão permanece sob os holofotes do Congresso Nacional devido à CPMI do INSS. A comissão investiga supostos desvios e fraudes no sistema previdenciário que podem ter facilitado pagamentos indevidos.

Recentemente, a CPMI ganhou novos desdobramentos com o envolvimento indireto de nomes citados no escândalo do Banco Master, levantando suspeitas sobre o uso de dados previdenciários em esquemas de extorsão e lavagem de dinheiro. O fechamento da sala-cofre da CPMI, determinado pelo ministro André Mendonça, visa justamente proteger o sigilo desses dados enquanto as investigações avançam.


Impacto para o Segurado

Para quem aguarda a concessão de um benefício, a diminuição da fila sinaliza um tempo de espera menor, embora o prazo médio de concessão ainda varie conforme a região do país.

O governo federal projeta que, com a continuidade dos mutirões de perícia e a expansão do atendimento digital, a fila possa chegar a patamares próximos de 1,5 milhão até o final de 2026, considerado um nível técnico aceitável de fluxo de entrada e saída de requerimentos.

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