Tensão com os EUA: Esposa de Alexandre de Moraes é sancionada pela Lei Magnitsky
A tensão diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos atingiu um novo patamar. O governo americano, por meio do Departamento do Tesouro, anunciou sanções contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As medidas, baseadas na Lei Magnitsky, também se estendem à empresa LEX – Institutos de Estudos Jurídicos, da qual Viviane e os filhos são sócios.
As sanções vêm na esteira de uma ação anterior, em julho, quando o próprio ministro Alexandre de Moraes foi alvo da Lei Magnitsky. O governo americano justificou as medidas com alegações de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”. O ministro, que é relator de ações penais sobre a tentativa de golpe de Estado, tem sido criticado por aliados de Donald Trump.
A “caça às bruxas” e a guerra de narrativas
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, justificou as sanções com declarações contundentes, acusando Moraes de atuar como “juiz e júri” em uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas. A ação, segundo ele, visa responsabilizar aqueles que “ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.
A aplicação da Lei Magnitsky contra a esposa do ministro é um movimento de forte pressão diplomática, mostrando que o governo americano está disposto a escalar o conflito. O caso, que une a esfera judicial e a política, adiciona um novo e imprevisível capítulo à relação entre Brasil e EUA.



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