O caso Jimmy Kimmel e o novo front na guerra cultural americana

O caso Jimmy Kimmel e o novo front na guerra cultural americana

A polêmica em torno do assassinato de Charlie Kirk ganhou um novo e surpreendente capítulo, expondo as profundas divisões da política americana. O famoso apresentador de TV Jimmy Kimmel teve seu live show suspenso pela emissora ABC após ironizar a reação de aliados de Donald Trump à morte de Kirk.

A fala de Kimmel, que comparou o luto a “um garoto de 4 anos chorando por um peixinho dourado”, foi o estopim para a decisão, que veio após uma pressão da agência reguladora de mídia dos EUA. Trump celebrou o afastamento, classificando o apresentador de “sem talento”, enquanto Barack Obama chamou o episódio de um “novo e perigoso nível” da cultura do cancelamento.


O embate entre liberdade de expressão e a politização do luto

A suspensão de Kimmel é mais um desdobramento da polarização em torno da morte de Kirk. Democratas acusam a atitude de ser um ataque à Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão, e veem a pressão da agência reguladora como uma ameaça à licença do canal. Já os republicanos, que em outros momentos criticaram a cultura do cancelamento, defendem a decisão da emissora, alegando que Kimmel mentiu ao sugerir que o assassino era apoiador de Trump.

O caso de Kimmel se assemelha a outros debates sobre liberdade de expressão no Brasil, com a curiosa inversão de papéis: os democratas são quem defendem a liberdade de expressão, enquanto os republicanos falam em “limite aceitável” de falas. A polêmica mostra que a morte de Charlie Kirk não é apenas um crime, mas um símbolo de uma guerra cultural que está em curso.

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