Aprovação de Lula se sustenta com programas sociais e beneficiários do governo
A popularidade do presidente Lula se mantém estável, mas uma análise mais profunda revela a importância dos programas sociais para sua base de apoio. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, o presidente tem 46% de aprovação e 51% de desaprovação. No entanto, o cenário muda drasticamente quando se analisa o recorte dos beneficiários do Bolsa Família.
Neste grupo, a aprovação de Lula sobe para 64%, enquanto a desaprovação cai para 32%. A discrepância mostra que a ajuda do Estado é um fator crucial para a percepção positiva do governo. O dado ganha ainda mais relevância quando se considera que mais de 94 milhões de brasileiros dependem de programas sociais federais.
O peso dos benefícios na popularidade
A aprovação do governo entre os beneficiários é impulsionada por propostas de novos programas sociais, como o aumento do teto do Minha Casa, Minha Vida, a criação de um novo vale-gás e linhas de crédito para a reforma de casas e a compra de motocicletas.
O cenário atual não é inédito. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro viu sua reprovação entre os beneficiários do Auxílio Brasil cair de 45% para 23%, um sinal de que a estratégia de usar programas sociais para sustentar a base de apoio é um recurso comum na política brasileira, independentemente da ideologia.
Anistia avança no Congresso
Enquanto a popularidade do presidente se mantém com o apoio de programas sociais, o Congresso acelerou uma pauta polêmica. Na noite de ontem, a Câmara dos Deputados aprovou, com 311 votos a 163, o regime de urgência para o projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
A decisão de levar o tema à votação partiu do presidente da Casa, Hugo Motta, com o argumento de que o país precisa ser “pacificado”. Com a urgência aprovada, o projeto ganha prioridade e pode ser votado a qualquer momento, sem a necessidade de passar por comissões, o que pode colocar o Legislativo em rota de colisão com o Judiciário.



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