A paz em espera: Trump e Putin fracassam em acordo para cessar-fogo

A paz em espera: Trump e Putin fracassam em acordo para cessar-fogo

O xadrez de Trump e o ultimato a Zelensky

O tabuleiro da diplomacia global se move em alta velocidade. O encontro de mais de duas horas no Alasca entre o presidente Donald Trump e o líder russo Vladimir Putin não resultou no esperado cessar-fogo, mas foi apenas o primeiro ato de um drama geopolítico que agora coloca o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy no centro do palco.

A jogada de Trump é ousada: ele convocou Zelenskyy e líderes europeus para uma reunião em Washington na segunda-feira. O plano não é mais uma simples trégua, mas um “acordo de paz” definitivo. Essa é a nova espinha dorsal da negociação, um movimento que o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, justificou como necessário para ir além de um cessar-fogo superficial.

A escalada, no entanto, vem com um custo alto para a Ucrânia. O que se sabe nos bastidores é que Putin exigiu que o país ceda o controle total da região de Donetsk em troca de um fim da ofensiva russa nas regiões de Kherson e Zaporizhzhia. A proposta, brutal em sua simplicidade, representa uma pressão imensa sobre Kiev para aceitar uma perda territorial em troca da paz.


O recado de Washington e a reação da Europa

A mensagem de Trump a Zelenskyy é clara e direta: “faça o acordo”. A fala, transmitida por telefone, expõe a crueza da diplomacia do presidente americano, que vê a negociação como uma simples transação de poder. É um ultimato que, em essência, transfere para a Ucrânia a responsabilidade de aceitar termos difíceis para encerrar a guerra.

A Europa, por sua vez, caminha em uma linha tênue. Em um comunicado conjunto, os líderes europeus saudaram os esforços de Trump, mas deixaram claro que a Ucrânia “deve ter garantias de segurança inabaláveis” e que as “fronteiras internacionais não podem ser alteradas pela força”. É um recado sutil, mas firme, de que qualquer acordo que legitime a agressão russa não terá apoio total.

Enquanto os líderes globais se preparam para a reunião em Washington, a guerra de narrativas continua. Trump usou suas redes sociais para celebrar o “grande progresso” e para criticar a imprensa, enquanto detalhes controversos, como um suposto vazamento de informações do hotel no Alasca, adicionam uma camada de caos ao cenário. O jogo está aberto, e a próxima jogada pode definir o futuro da Europa.

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