Motta destrava denúncias, e Conselho de Ética analisará pedidos de cassação de Eduardo Bolsonaro
A volta de Eduardo Bolsonaro e o cerco no Congresso
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tirou uma licença para viver nos Estados Unidos, agora se encontra no olho do furacão político em Brasília. O presidente da Câmara, Hugo Motta, acabou com o impasse e, sob pressão da base governista, enviou quatro pedidos de cassação contra o parlamentar para o Conselho de Ética.
As denúncias, apresentadas pelo PT e pelo PSOL, acusam Bolsonaro de quebra de decoro por supostamente atuar contra o Brasil no exterior, defendendo sanções contra autoridades brasileiras. O envio desses documentos à Mesa Diretora marca o início formal de um processo que pode custar o mandato do filho do ex-presidente.
O perigoso jogo duplo de Eduardo Bolsonaro
As acusações ganham peso com as últimas notícias que circulam em Brasília. Eduardo Bolsonaro, que se tornou um dos rostos mais visíveis da articulação com o governo de Donald Trump, é apontado como um dos pilares por trás do recente “tarifaço” americano, que sobretaxou em 50% as exportações brasileiras.
Em uma entrevista recente, o deputado não apenas confirmou seu poder de influência nos EUA, mas também fez novas ameaças. Ele afirmou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estão na mira de novas sanções americanas. A moeda de troca, segundo ele, é a anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
Com um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro está agora sob investigação do Supremo Tribunal Federal e da Câmara dos Deputados. O Conselho de Ética agora tem a tarefa de analisar as denúncias, sortear um relator e decidir se o processo de cassação avança. O jogo está aberto, e a próxima jogada pode definir o futuro político do parlamentar.



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