Reino Unido inicia projeto para construir DNA humano do zero — e reacende debate ético
A ciência acaba de virar uma página histórica. O Reino Unido deu o primeiro passo para construir DNA humano sintético do zero, abrindo caminho para avanços médicos — e polêmicas genéticas.
O projeto, financiado pela Wellcome Trust, maior instituição de caridade em saúde do mundo, quer montar, em laboratório, blocos inteiros de DNA até formar cromossomos humanos completos. Nada de clonagem ou criação de seres vivos: a proposta é entender a engrenagem genética com precisão cirúrgica.
🧬 O que está em jogo?
A promessa é ambiciosa: acelerar o desenvolvimento de tratamentos personalizados, entender como os genes realmente funcionam e, futuramente, gerar células mais resistentes para regenerar tecidos, órgãos e até fortalecer o sistema imunológico.
💡 Pela primeira vez, a ciência não está apenas lendo o genoma — mas escrevendo do zero.
A aplicação vai do combate ao envelhecimento precoce até a recuperação de lesões graves, passando por doenças genéticas, imunoterapia e biotecnologia de ponta.
⚠️ Mas nem tudo são flores.
A possibilidade de criar DNA sintético também acende alertas éticos e de biossegurança. Especialistas temem usos indevidos da tecnologia — como armas biológicas, organismos fora de controle ou até a criação de humanos “sob medida”.
🔬 Por enquanto, o foco é 100% laboratorial e sem geração de vida. Mas o debate sobre limites da engenharia genética — e quem deve controlá-la — já está na mesa.



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