PF indicia Bolsonaro por espionagem ilegal

PF indicia Bolsonaro por espionagem ilegal

Ex-presidente e mais 34 são acusados de usar Abin como braço do “gabinete do ódio” para monitorar autoridades e jornalistas

A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigou um esquema de espionagem ilegal dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro. No relatório final, a PF pede o indiciamento de 35 pessoas — entre elas o próprio ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Alexandre Ramagem.

De acordo com a investigação, a Abin foi transformada em um braço clandestino do chamado “gabinete do ódio”, utilizando um software para monitorar ilegalmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), jornalistas, políticos e outras autoridades.

A PF afirma que Bolsonaro tinha pleno conhecimento do esquema e se beneficiava dele. O grupo também teria atuado para tentar proteger o senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas.

Um áudio encontrado no computador de Ramagem revela uma reunião no Palácio do Planalto, em 2020, na qual ele e Bolsonaro discutem como usar a Abin para investigar e pressionar auditores da Receita Federal que apuravam o caso de Flávio.

O relatório final da PF foi encaminhado ao STF e aguarda análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se oferece denúncia, se solicita novas diligências ou se arquiva o caso.

Delação mantida
Ainda nesta sexta-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para anular a delação premiada de Mauro Cid. Os advogados do ex-presidente alegavam que o ex-ajudante de ordens teria vazado trechos das negociações da delação em perfis nas redes sociais. Moraes, no entanto, considerou que não há irregularidade no acordo.

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