Gastos fora da meta já somam R$ 300 bilhões desde 2023
O governo federal já acumula mais de R$ 300 bilhões em despesas fora da meta fiscal entre 2023 e 2025, segundo dados oficiais. Embora sejam gastos permitidos por lei, eles ficam fora dos limites definidos pelas regras fiscais e pressionam as contas públicas.
O maior volume foi registrado em 2023, puxado por dois fatores:
- PEC da Transição: liberou R$ 145 bilhões para programas como Bolsa Família, Farmácia Popular e Auxílio Gás;
- Precatórios: pagamento de R$ 92,4 bilhões em dívidas judiciais acumuladas.
Em 2024, o valor caiu para R$ 33,8 bilhões, mas deve subir novamente em 2025, com previsão de R$ 49,3 bilhões — sendo a maior parte (R$ 45,3 bi) destinada a novos precatórios.
Além disso, o governo solicitou ao STF que o ressarcimento de aposentados prejudicados por fraudes no INSS — que pode chegar a R$ 4 bilhões — também fique fora da meta fiscal.
Por que isso importa?
Embora legais, essas despesas atrapalham o esforço pelo déficit zero, uma das principais promessas da equipe econômica.
O novo arcabouço fiscal, em vigor desde 2024, limita o crescimento dos gastos a 70% do aumento da arrecadação. Mas abre exceções para:
- Precatórios
- Tragédias (como os R$ 29 bi para o RS)
- Reparação de fraudes (como a do INSS)
O desafio do governo é manter as contas sob controle sem perder espaço fiscal para investimentos e políticas sociais.



Publicar comentário