Direita vence eleição em Portugal, mas sem maioria
Aliança Democrática lidera votação, enquanto Chega e Socialistas empatam no 2º lugar.
A Aliança Democrática (centro-direita) venceu as eleições legislativas antecipadas em Portugal neste domingo (18), mas não conquistou maioria no parlamento. Com 32% dos votos, o bloco liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro garantiu 89 assentos, abaixo dos 116 necessários para governar sozinho.
A grande surpresa foi o crescimento do partido Chega (extrema-direita), que empatou em número de cadeiras com o Partido Socialista, ambos com 58 parlamentares. O Chega saiu de apenas um deputado em 2019 para agora ocupar um quarto do parlamento português.
A eleição foi convocada após o colapso do governo de Montenegro, que enfrentou uma crise de confiança por seu envolvimento com a empresa Spinumviva, prestadora de serviços a órgãos públicos. Ele acabou derrotado em um voto de desconfiança no parlamento em março.
Situação indefinida
Montenegro já descartou qualquer acordo com o Chega, o que torna necessário o apoio tácito dos socialistas para formar governo. No entanto, Pedro Nuno Santos renunciou à liderança do PS após o pior resultado do partido desde 1987, deixando a decisão para seu sucessor.
A indefinição pode atrasar a formação de um novo governo, já que a Constituição portuguesa não impõe prazos para esse processo — e proíbe novas eleições até, no mínimo, a primavera de 2026.
A participação nas urnas foi de 64%, superior aos 59% registrados em 2024.



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